Foto: Daisy Melo
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Daisy Melo
Considerando as candidaturas ultraconservadoras, a categoria docente irá atuar, desde o 1º turno das eleições 2026, para garantir a derrota nas urnas da extrema direita, mobilizando-se nas redes e nas ruas. Essa foi uma das principais deliberações aprovadas durante o 69º Conselho do ANDES-SN (Conad), ocorrido de 03 a 05 de julho, no Centro Pedagógico Paulo Freire, no campus da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís (MA). No encontro, professoras(es) de diferentes partes do país atualizaram o debate sobre conjuntura e movimento docente, os Planos de Lutas dos Setores das Instituições Estaduais, Municipais e Distrital de Ensino Superior (Iees, Imes e Ides) e das Instituições Federais de Ensino (Ifes), e o Geral, e as questões organizativas e financeiras do Sindicato Nacional.
Em relação às eleições 2026 foi aprovado que o ANDES-SN irá encaminhar uma carta endereçada às candidaturas progressistas com as principais pautas da categoria, destacando a importância da unidade das lutas sindicais e populares. Essas resoluções ocorreram após intensos debates nos Grupos Mistos e na Plenária do Tema 2 “Atualização dos Planos de Lutas dos Setores e Plano Geral de Lutas”, em que foi destacada a necessidade de intensificação da mobilização contra os ataques fascistas aos direitos da classe trabalhadora e às políticas de austeridade.
“Neste 2026, ano de eleições, as lutadoras e os lutadores do ANDES-SN, com acerto militante, organizativo e teórico, definiram como estratégica a luta da categoria docente no enfrentamento à extrema direita e ao imperialismo, cujas garras assassinas e dentes sujos de sangue se voltam de forma mais intensa e agressiva para o Brasil e América Latina”, afirma o 2º vice-presidente da ADUA, José Alcimar de Oliveira, que participou como observador do 69º Conad.
Outra deliberação ocorrida no encontro foi a de que o ANDES-SN solicite a entrada no Fórum Nacional de Educação (FNE), para garantir a atuação do Sindicato Nacional nesse espaço de defesa das pautas da categoria, inclusive na denúncia e combate de propostas privatistas no setor. A entrada no FNE tem, portanto, o objetivo central de fortalecer o vínculo com outras entidades da educação para construir um amplo movimento em defesa do ensino público e gratuito, principalmente levando em conta o avanço da extrema direita e seus ataques à educação e à categoria.
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Para a presidente da ADUA, Ana Lúcia Gomes, entre as diversas discussões no 69º Conad merece destaque a aprovação do monitoramento da implementação do Plano Nacional de Data Centers. “Com a articulação dos GTC&T [Grupo de Trabalho de Ciência e Tecnologia] e GTPAUA [Grupo de Trabalho de Política Agrária, Urbana e Ambiental] foi aprovado o acompanhamento do Plano e o acúmulo de elementos para promover ações contra os seus gravíssimos impactos socioambientais, atrelados aos interesses das grandes corporações digitais”.
Neste mesmo âmbito, a 1ª secretária da Regional Norte 1 do ANDES-SN e vice-presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade do Estado do Amazonas (Sind-UEA), Ceane Simões, destacou que a crise ambiental vinculada ao avanço do capitalismo foi um dos eixos centrais dos debates do Conad. “Foi registrada a aprovação de resoluções que afirmam o ecossocialismo como bandeira política do Sindicato e indica a necessidade de denunciar os impactos socioambientais e as contradições do Plano Nacional de Data Centers. Para o Sind-UEA, esse debate tem relação direta com a Amazônia, pois qualquer projeto de desenvolvimento tecnológico que ignore território, energia, água, populações locais e justiça ambiental precisa ser enfrentado criticamente”.
Setor das federais
O 69º Conad contou com a atualização do Plano de Lutas do Setores das Ifes. Entre as deliberações estiveram a de que o ANDES-SN, em conjunto com as seções sindicais e o Grupo de Trabalho de Seguridade Social e Assuntos de Aposentadoria (GTSSA), intensifique a luta e a pressão sobre o governo para a efetivação do reenquadramento e reposicionamento das(os) aposentadas(os), em defesa do auxílio-nutrição, e pelo fim da cobrança de contribuição previdenciária sobre as aposentadorias. Foi aprovada a mobilização da categoria para participação na 4ª Jornada de Assuntos de Aposentadoria de 2026, a ser realizada em setembro.
Também foi encaminhado que o Sindicato Nacional atue, em conjunto com as entidades do funcionalismo federal, pela recomposição das perdas salariais e garantia de recursos orçamentários para a Campanha Salarial de 2027.
Foi aprovada ainda a criação de uma campanha permanente em defesa da democracia nas universidades, institutos federais e Cefets, com o objetivo de aprofundar o debate sobre os processos de escolha das reitorias, e defender critérios para as eleições como o voto universal ou paritário entre a comunidade acadêmica; a extinção de restrições ligadas à titulação ou ao nível da carreira para candidaturas; e a garantia da concorrência de docentes do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT).
Plano Geral
Na atualização do Plano Geral de Lutas, as(os) docentes aprovaram a defesa da aplicação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) à carreira do Magistério Superior e a manutenção para a carreira do Magistério EBTT. Nesta área foi aprovada também a intensificação da campanha “Magistério Unido, Piso Garantido”, em defesa da adoção do Piso Salarial Profissional Nacional como referência para a estruturação remuneratória da categoria.
Sobre o tema da multicampia e fronteira, as(os) delegadas(os) aprovaram que o ANDES-SN, por meio dos GTs Multi-Front e Carreira, debata o processo de desenvolvimento na carreira docente no contexto da multicampia, baseado nas Diretrizes Gerais do Projeto de Carreira Única do Sindicato. Também foi deliberada a realização, no segundo semestre de 2026, de um Dia Nacional de Luta da Multicampia e Fronteira, em defesa da garantia orçamentária e de melhores condições de trabalho nessas instituições.
“Vale destacar essa deliberação do fortalecimento de luta conjunta das categorias de trabalhadoras(es) do serviço público em defesa de orçamento e melhores condições de trabalho para as instituições multicampi”, frisa a presidente da ADUA. O encaminhamento interessa diretamente docentes da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), instituição com campi em Benjamin Constant, Coari, Humaitá, Itacoatiara, Manaus e Parintins.
Finanças e organização
Na Plenária do Tema 3 “Questões Organizativas e Financeiras’ foram discutidos os Textos de Resolução (TRs) 33 ao 40. Entre os que suscitaram amplo debate esteve o TR 35, que tratava sobre a Prestação de Contas do ANDES-SN de 2025. “Considerando o papel primordial do Conselho, foram apreciadas e aprovadas as contas do ANDES-SN, não sem antes discutir um acompanhamento mais cuidadoso quanto às finanças sindicais, a fim de que a luta seja feita com efetividade e sem gastos desnecessários”, destaca a professora Ana Lúcia.
Sobre o tema, foi feita, nos Grupos Mistos, a recomendação de colocar “notas explicativas para os gastos de consumo” na planilha, questão que gerou a apresentação de posições favoráveis e desfavoráveis durante a Plenária. Ao final foi estabelecida a nova regra para a transparência na prestação de contas: a inserção de notas explicativas detalhadas sobre a execução orçamentária.
Foto: Eline Luz/ANDES-SN
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Além da aprovação das contas do Sindicato referentes a 2025 e da previsão orçamentária de 2027, outro passo importante foi a criação de uma comissão mista, composta por diretoras(es) e representantes da base, para elaboração de uma proposta de reformulação do formato e da metodologia dos Congressos e Conads. O plano será apresentado ainda em novembro deste ano no 16º Conad Extraordinário, em Brasília (DF), e submetido à avaliação e deliberação do 45º Congresso do ANDES-SN, no próximo ano.
A comissão é composta por sete docentes, sendo duas(dois) integrantes da diretoria do Sindicato Nacional e cinco representantes da base, que foram eleitas(os) durante a plenária do Tema 3 no 69º Conad. São elas(es): Antônio Gonçalves (Apruma); Fran Rebelatto (Sesunila); Jorgetânia Ferreira (Adufu); Elaine Neves (Adufpel) e Waldílio Siso (Adufpi). As representações da Diretoria do ANDES-SN serão definidas em breve.
Ao final da Plenária foi aprovada Campinas (SP) como a cidade-sede da 70ª edição do Conad, a ser realizada pela Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Campinas (Adunicamp). A universidade tem grande relevância histórica para o ANDES-SN, uma vez que o Sindicato Nacional foi criado na Unicamp, em 1981.
Foto: Daisy Melo
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Revista e enquete
Durante a Mesa de Abertura do 69º Conad ocorreu o lançamento do número 78 da revista do ANDES-SN Universidade e Sociedade (U&S). Com tema, “45 anos do ANDES-SN: organização docente e luta em defesa da educação pública”, o material comemorativo também destaca os 35 anos da U&S com a reprodução da capa da primeira revista de 1991. A publicação foi apresentada pelas(os) integrantes da comissão editorial Annie Hsiou, Lila Cristina e Eralci Terézio.
Nesta edição, é inaugurada a seção “Páginas do Tempo”, com texto do professor Juarez Duayer sobre a história do ANDES-SN. A revista traz ainda uma reportagem fotográfica com registros das seções sindicais da Unicamp, UFMG, UFMA e UFG, além de entrevista com o sociólogo e um dos maiores pensadores marxistas brasileiros, Michael Löwy. Durante a abertura do Conad, foi exibido um vídeo com trecho da entrevista, que pode ser assistido no canal do ANDES-SN no YouTube.
Foto: Daisy Melo
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Durante o Conselho também foi apresentado o relatório final da 2ª etapa da Enquete Nacional do ANDES-SN sobre Condições de Trabalho e Saúde Docente, pela coordenação do GTSSA: Jacqueline Lima, Virgínia Viana, Fernanda Mendonça, Lívia Santos, Lila Luz e José Osvaldo Cunha. O grupo destacou a importância da disseminação dos resultados do levantamento nas seções sindicais. “Esse encaminhamento interessa diretamente à base do Sind-UEA, diante das condições concretas de trabalho em uma universidade multicampi, atravessada por sobrecarga, falta de professores, infraestrutura desigual e intensificação das demandas acadêmicas e administrativas”, comenta Ceane Simões.
O relatório traz um diagnóstico preocupante: a categoria enfrenta forte intensificação laboral, perdas financeiras severas, precarização, exigências produtivistas e sofrimento psicossocial. Em maio deste ano, a ADUA publicou a matéria “Trabalho e saúde: Enquete expõe más condições para docentes na Ufam”, com os dados locais da enquete disponibilizados pelo ANDES-SN.
O Sindicato Nacional enviou, no dia 16 de julho, a Carta de São Luís e as 17 moções aprovadas durante o Conselho. Entre as moções está a de repúdio à morosidade na tramitação no Senado da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho e extingue a escala 6X1, e a de apoio à aplicação do piso da Educação Básica com reflexo na estrutura das carreiras do Magistério Público. Na Carta de São Luís, o ANDES-SN ressalta: “encerramos o 69º Conad com o esperançar paulo-freireano que acumulamos em nossos 45 anos de existência, de que os próximos meses serão de lutas, mobilizações, resistências e ações em defesa da educação pública e da democracia, pois as(os) fascistas não passarão!”.
Terra de resistência
“O 69º Conad reafirmou que a cidade de São Luís continua a reverberar para todo Brasil a força da Balaiada, movimento que há quase 200 anos ainda permanece vivo na memória das lutas coletivas. Nosso Conad foi iluminado pelas brasas daquela revolta histórica do povo maranhense na primeira metade do século 19”, comenta o professor José Alcimar de Oliveira.
Na Plenária de Abertura, o presidente do ANDES-SN, Cláudio Mendonça, também fez relação da história de resistência do Maranhão com as lutas da categoria docente. “Estamos na Ilha Rebelde que tiveram as ruas sacudidas em plena ditadura empresarial-militar para garantia da meia-passagem; na terra de Manuel da Conceição, de Maria Aragão e da Balaiada, revolta popular que uniu negros escravizados, indígenas e brancos empobrecidos contra as elites escravocratas. Realizar o 69º Conad aqui implica reconhecer essa história de luta”.
Em seu discurso, Mendonça destacou ainda os atuais desafios das entidades e movimentos sociais e populares. “É tarefa urgente combinar as mais diversas lutas, democratizar as instituições de ensino, reverter reformas previdenciárias, fortalecer o SUS, efetivar políticas contra racismo, machismo, LGBTfobia e capacitismo; promover o pleno desenvolvimento intelectual e humano da classe trabalhadora, e a nossa luta central: derrotar nas ruas e urnas a extrema direita”.
Sob a proteção dos encantados cazumbás (figuras folclóricas do Bumba Meu Boi maranhense), o 69º Conad reuniu representantes de 81 seções sindicais – entre elas a ADUA –, 78 delegadas(os) 167 observadoras(es), além de convidadas(os), acompanhantes, crianças, diretoras(es) do ANDES-SN, assessoras(es) de comunicação, assessoria jurídica, monitoras(es) e trabalhadoras(es) do Sindicato Nacional e da Associação de Professores da UFMA (Apruma) – organizadora do encontro –, totalizando 366 pessoas.
Com o tema “Guarnicê a luta pela educação pública na terra da Balaiada: contra o imperialismo e a extrema direita”, o Conselho do ANDES-SN teve a participação da ADUA, sendo representada pela presidente da Seção Sindical, Ana Lúcia Gomes, como delegada, e pelas(os) docentes Patrícia dos Santos Trindade (ICSEZ), Ida de Fátima de Castro (FEFF), Fabiano Merlotti (IEAA) e José Alcimar de Oliveira (2º vice-presidente da ADUA), como observadoras(es).
Foto: Daisy Melo
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“Faz-se necessário dar destaque a representatividade da ADUA no 69º Conad, que entre os cinco docentes três representaram pela primeira vez a Seção Sindical em um evento deliberativo do ANDES-SN. A Diretoria vê isto de forma muita positiva, pois aproxima a sindicalizada e o sindicalizado dos temas discutidos no âmbito do sindicato e faz com que queiram participar mais ativamente dos espaços deliberativos, reforçando assim a Seção Sindical”, afirma a professora Ana Lúcia Gomes.
Coletivos LGBTQIAPN+ e de Negras e Negros realizam ato no Conad
Fotos: Daisy Melo
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Um ato conjunto dos Coletivos de Negras e Negros e LGBTQIAPN+ do ANDES-SN marcou a edição 69 do Conad. O Coletivo LGBTQIAPN+ protestou contra o uso indevido, por pessoas cis, da caixa de sorteio de falas para pessoas não binárias. O protesto foi suscitado por episódio ocorrido no primeiro dia do Conselho. A denúncia foi recebida pela Comissão de Assédio.
Membro da comissão, o professor Jacob Paiva explicou que, após a recepção da denúncia, o grupo procurou o denunciado, mas não o localizou. “Nós fizemos a oitiva do Coletivo. Vamos continuar os trabalhos e apresentar o relatório para a Diretoria Nacional em 30 dias, que é o prazo estipulado pelo Regimento do Conad. Apenas após respeitar o amplo direito ao contraditório do denunciado, é que definiremos as indicações”, comentou o docente.
Sobre o caso, o integrante do Coletivo, professor da UEA e participante do Conad como observador, Leonardo Peixoto, afirmou que espera que os encaminhamentos não se limitem à aplicação de eventuais sanções, mas contribuam para o fortalecimento de ações formativas que permitam a ampla compreensão da finalidade da urna e a importância do seu uso de forma ética e respeitosa. “O episódio evidenciou a necessidade de avançarmos na implementação de um Comitê de Ética durante os Congressos, Conads e demais eventos do ANDES-SN, fortalecendo mecanismos de prevenção, orientação e enfrentamento a situações que violem os princípios do respeito à diversidade e da convivência democrática”, disse.
Durante o ato conjunto, o Coletivo de Negras e Negros do ANDES-SN leu uma carta em que afirma que: o Sindicato se tornou referência nacional na luta antirracista; a campanha “Sou Docente Antirracista” inspira outras organizações; a presença negra em Congressos e Conads cresce a cada encontro, e a ocupação do cargo de presidente do ANDES-SN por um professor negro tem significado político e histórico.
“Mas sabemos que nenhuma conquista nos autoriza a descansar. Ainda vemos docentes negras(os) sendo perseguidas(os) por denunciarem o racismo. Ainda experimentamos a desumanização cotidiana nas universidades. Ainda enfrentamos o epistemicídio que insiste em negar legitimidade às nossas produções intelectuais. Ainda somos minoria em espaços de decisão. Ainda somos chamados apenas para compor a fotografia da diversidade, enquanto as decisões continuam sendo tomadas sem nós”, afirmou o Coletivo.
No Carta, o grupo reivindicou o comprometimento com a defesa jurídica das vítimas de racismo e a compreensão de que democracia sindical exige representatividade; e defendeu cotas para participação nos eventos do ANDES-SN e a maior presença de negras(os) nas diretorias. “Seguiremos ocupando todos os espaços: as ruas, os plenários, os grupos de trabalho, as diretorias, as universidades e a produção do conhecimento.
Docentes da base avaliam participação no 69º Conad
Participar do 69º Conad para mim foi uma experiência muito positiva. Tive a oportunidade de participar de momentos de grande relevância política para nossa categoria. Foi minha primeira vez num evento de tamanha importância para os trabalhadores da educação e para a nossa nação, porque somos nós, educadores, que auxiliamos na formação de muitas pessoas. Questões políticas e sociais foram debatidas durante os três dias muitos ricos, onde aprendi muita coisa e me senti cada vez mais perto da luta pela defesa da educação com mais qualidade e de uma universidade mais democrática e ativa na sociedade. Aguardo ansiosa para participar de novos eventos dessa natureza”.
Ida de Castro (FEFF/Manaus)
No 69º Conad, vivemos dias intensos de debates e deliberações importantes para os rumos do movimento docente nacional. Estar presente neste espaço me possibilitou grandes aprendizados e, sobretudo, a reafirmação do compromisso com a autonomia universitária, com a valorização da carreira docente e com uma educação pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Sei que nossa luta é grande e que devemos nos organizar para continuar os debates em nossa base, a fim de contermos os avanços da extrema direita e do fascismo que querem acabar com o ensino público. A luta docente é o que nos move e nos fortalece! Viva a ADUA!”.
Patrícia Trindade (ICSEZ/Parintins)
Participar do 69º Conad foi uma experiência daquelas que não esquecemos. Foram dias de muito aprendizado sobre os rumos da nossa luta em defesa da educação pública. Levei comigo a realidade do nosso campus de Humaitá. Discutir a universidade sob a perspectiva da multicampia e da vida no interior me fez ver, mais do que nunca, o quanto o nosso trabalho lá na ponta é estratégico e urgente. A universidade precisa chegar onde a gente está, e defender essa capilaridade é defender a essência da nossa instituição. Saio desse encontro com as energias renovadas e com a certeza de que a força da ADUA só é completa quando a gente valoriza cada pedaço da nossa universidade.
Fabiano Merlotti (IEAA/Humaitá)
Saio deste Conad com uma tarefa desafiadora: contribuir para que o Sind-UEA amplie sua atuação por meio da criação de novos GTs. Considero fundamental que nossa seção sindical organize um GT de Multicampia e Fronteira para que possamos participar de forma mais qualificada das discussões nacionais sobre uma realidade que é constitutiva da UEA. Da mesma forma, entendo ser urgente estruturarmos um GT sobre Política Educacional e outro voltado às Relações Raciais, Gênero e Sexualidade. Essas são pautas centrais para a defesa da universidade e para a construção de um ambiente acadêmico comprometido com os direitos humanos, a democracia e o respeito à diversidade”.
Leonardo Peixoto (UEA/Tabatinga)
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