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  17/03/2026


ADUA projeta fortalecimento sindical em 2026



Distribuição de camisa e calen dário integra ações estratégicas  - Foto: Divulgação ISB 

 

Sue Anne Cursino

 

Campanha de filiação, atualização do Regimento, visita da Diretoria nos campi da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), homenagem e melhoria na estrutura da entidade compõem as ações programadas pela ADUA para o ano de 2026, com o objetivo de incentivar a mobilização docente na defesa de seus direitos.

 

Essas iniciativas também estão alinhadas a atuação da Seção Sindical integrando o calendário nacional de lutas do ANDESSN, participação em reuniões do Setor das Instituições Federais de Ensino (IFES), seminários, congressos e conselhos do Sindicato Nacional, encontros dos Grupos de Trabalho (GTs), além de manifestações nas ruas.

 

A ADUA somos nós

 

Atualmente, com 935 filiados(as), uma das principais metas é realização da campanha de filiação “A ADUA somos nós”, que inclui visitas às unidades da Ufam, mobilização nas redes sociais e distribuição de materiais institucionais.

 

Em 2025, as visitas tiveram início no Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (Icet), em Itacoatiara. Já em 2026, essas ações devem ocorrer nos Institutos de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ), em Parintins; de Saúde e Biotecnologia (ISB), em Coari; e de Natureza e Cultura (INC), em Benjamin Constant, além das unidades em Manaus. O objetivo é fortalecer o diálogo com docentes sindicalizados(as) na estrutura multicampi da universidade.

 

A professora Maria Audirene Cordeiro (ICSEZ) destaca que a participação dos(as) docentes das unidades fora de Manaus é fundamental para fortalecer a representatividade e a unidade da categoria. “Somos uma universidade espalhada por diferentes territórios, cada campus com suas lutas, seus desafios e suas necessidades. Se o sindicato não está presente em cada canto da Amazônia, corremos o risco de deixar vozes silenciadas e realidades invisíveis”.

 

Ela reforça que, no interior, nas fronteiras e nos lugares mais distantes, a luta sindical se torna ainda mais urgente. “Aqui enfrentamos a precariedade da infraestrutura, as dificuldades de transporte e a ausência de políticas de permanência docente. O sindicato só cumpre plenamente sua função quando integra experiências diversas, ampliando a luta por direitos e condições dignas de trabalho em todos os territórios”, afirma.

 

Reuniões e articulações

 

Ainda para o primeiro semestre de 2026, estão previstas reuniões com Conselho de Representantes das Unidades (Crad), com coordenadoras(es) de GTs e com a Reitoria da Ufam para tratar de pautas institucionais da categoria.

 

Outro ponto estratégico é a atualização do Regimento da Seção Sindical, com o objetivo de adequá-lo à realidade multicampi e ampliar os mecanismos de participação da base sindical. “Essa atualização consiste em alinhar o Regimento da ADUA à perspectiva política e administrativa do ANDES-SN, conferindo mais dinamismo e uma nova consistência política ao contexto vivido atualmente. O nosso regimento tem mais de três décadas. Nossas demandas eram restritas à capital, então é fundamental atualizá-lo conforme as necessidades e desafios atuais”, explica Raimundo Nonato da Silva.

 

A diretoria também articula, junto ao Conselho Universitário da Ufam (Consuni), a concessão de honraria acadêmica ao indigenista Egydio Schwade, em reconhecimento à sua trajetória em defesa dos povos indígenas.

 

Um dos docentes à frente dessa proposta é César Augusto Queiroz (IFCHS), que destaca que a iniciativa de conceder o título de Doutor Honoris Causa a Egydio Schwade representa o reconhecimento por uma vida dedicada à luta em defesa dos povos originários, especialmente dos Waimiri Atroari. “Egydio Schwade dedicou sua trajetória à luta pelos direitos dos povos indígenas, partindo sempre do pressuposto de que esses povos devem assumir o protagonismo de suas lutas”.

 

O professor também ressalta a colaboração do docente Tiago Fonseca, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), cuja tese “Arquivos e memórias de chumbo: a trajetória de Egydio Schwade e as tensões forjadoras do(s) novo(s) indigenismo(s) (1972-1980)” fundamenta a proposta da ADUA. O trabalho destaca a participação de Schwade no movimento indigenista desde 1963, bem como sua atuação no Comitê Estadual da Verdade, sendo um dos autores do relatório que denunciou o genocídio cometido contra os Waimiri Atroari durante a construção da BR-174 e da Usina Hidrelétrica de Balbina.

 

Estrutura e manifestações

 

Além das assembleias organizativas, a entidade prevê uma agenda diversificada de mobilização e formação. Entre as ações programadas estão uma campanha de enfrentamento à violência contra as mulheres, a retomada do projeto Cinema em Debate, discussões e iniciativas voltadas para as condições de trabalho e saúde docente, atividades específicas para os(as) sindicalizados(as) aposentados(as) e a realização de seminários, ampliando o debate sobre os desafios atuais no campo educacional.

 

Também está em andamento uma reforma estrutural na sede, abrangendo melhorias no telhado, auditório, copa, cozinha e áreas externas. Já foram concluídas a troca do telhado e a pintura do auditório. Também está prevista a aquisição de novos equipamentos de informática, que beneficiarão tanto a sede quanto os demais campi.

 

Auditório da ADUA recebeu nova pintura e novo projetor de imagem - Crédito: Sue Anne Cursino 

 

A atual Diretoria, empossada para o biênio 2024-2026, é formada por Ana Lúcia Silva Gomes (presidente), Raimundo Nonato da Silva (1º vice-presidente), José Alcimar de Oliveira (2º vice-presidente), Valmiene Florindo Farias (1ª secretária), Francisca Maria Cavalcanti (2ª secretária), Ana Cristina Belarmino (1ª tesoureira) e Maria Jacirema Ferreira (2ª tesoureira).

 

Ana Lúcia Gomes explica que quanto às lutas nacionais, continuam o enfrentamento à Reforma Administrativa e as negociações com o governo federal. Já no âmbito das pautas locais, destacam-se questões como o combate ao assédio dentro da universidade, a continuidade das visitas às unidades fora da sede e, como prioridade, a atualização do Regimento. “Considerando que temos um regimento muito antigo e hoje somos uma universidade multicampi, é fundamental incorporar essa nova realidade à estrutura do sindicato para que ele funcione melhor. Esse será um grande desafio, pois precisamos do apoio de 2/3 dos quase mil filiados(as)”.

 

Para a docente, a articulação entre a Direção e a base sindical é essencial para o fortalecimento da defesa intransigente da educação pública, comprometida com os interesses coletivos da sociedade e conduzida pelo protagonismo docente. “Acredito que todo esse processo culmina na percepção do sindicato como um espaço de luta e de pertencimento, onde estamos aqui para somar, não para dividir. É fundamental evidenciar o quanto o sindicato se faz necessário em momentos como este. Por isso, queremos promover uma grande campanha de filiação e convidar todos e todas a se unir a nós”.

 



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